quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Registrando um Negócio Viável


Início de ano é sempre um período muito bom para quem quer começar com o pé direito, no firme propósito de pôr em prática um cabedal de sonhos que ao longo do tempo vinham sendo acalentados, no intuito de um dia torná-los realidade.
Se na sua lista de promessas constar: “montar o próprio negócio”, eis aqui algumas dicas que poderão lhe dar um norte, apenas isso, já que o verdadeiro mapa da mina você mesmo terá que desvendá-lo, pois requer um estudo prévio e muita dedicação. 
Antes de mais nada, é preciso definir quais os diferenciais competitivos o seu negócio deve ter, com relação ao que já existe no mercado, em termos de produto, serviço, processos produtivos, fornecedores, concorrentes, ou qualquer outro elemento, que faça com que as pessoas passem a ter preferência por este empreendimento.  
Como ponto de partida, que tal definir a sua visão de futuro e traçar os objetivos da empresa, tendo como base as reais necessidades dos clientes??
Os avanços no processo de registro de um negócio são grandes, mas ainda há muito a ser melhorado. Por isso são necessários alguns passos importantes antes, durante e após esta tomada de decisão, conforme apresento abaixo: 
1º Passo: Identificar uma boa idéia, que seja compatível com o seu perfil pessoal, tendo a clareza do que pode ser feito para melhorar o desempenho como empreendedor;
2º Passo: Buscar informações nos mais variados canais existentes: negócios semelhantes, livros, revistas especializadas, experiências anteriores, pesquisas relacionadas, internet, atentando também para as tendências de mercado;
3º Passo: Verificar se o montante de recursos financeiros que você dispõe no momento, é suficiente para estruturar o negócio com as características e porte compatíveis com o seu perfil e da clientela a ser atendida. Caso seja necessário, existem Instituições Financeiras, que oferecem linhas de crédito adequadas ao seu momento empresarial;
4º Passo: Fazer um levantamento da viabilidade técnica, econômica e financeira, através da elaboração do Plano de Negócios, para minimizar os riscos, considerando os diversos aspectos sobre clientes, fornecedores, concorrentes, localização, equipamentos, pessoal, inovações, marketing, capital de giro, rentabilidade, lucratividade;
5º Passo: Verificar as exigências legais, documentação, e órgãos necessários para a legalização do negócio. O Brasil é considerado um dos países com processo de registro mais demorado e burocrático do mundo. Mas já há melhorias consideráveis com a criação da “Central Fácil”, em alguns Estados, que tem facilitado bastante e reduzido significativamente o tempo de registro. A criação  da REDESIM - Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios, é outro exemplo de que há uma preocupação por parte dos órgãos competentes, no sentido de que as coisas mudem para melhor; 
6º Passo: Legalizar o negócio – é preciso ter clareza das atividades que serão realizadas, identificar a natureza jurídica, se terá ou não sócios, e os impostos que deverão recair sobre o negócio;
7º Passo: Buscar conhecimento técnico e gerencial, através de informações, cursos, palestras e leituras, para melhor administrar o empreendimento;
8º Passo: Realizar o planejamento estratégico, não só no momento da implantação, mas também sempre que for necessária a mudança de rumo para atender as exigências do mercado. Saber mudar de estratégia na hora certa;
9º Passo: Gestão permanente e controles administrativo-financeiros. Nenhuma empresa resiste por muito tempo à falta destes componentes;
10º Passo: Ter a internet como uma grande aliada no dia a dia da empresa e como um canal a mais de divulgação e comercialização.
Existem ainda alguns pontos cruciais a serem considerados antes desta importante decisão. Analise como você se enxerga diante de cada item a seguir:
1)    Experiência necessária para iniciar este negócio;
2)    Participação em cursos e treinamentos que auxiliarão a montagem;
3)    Tempo para planejamento e constituição;
4)    Apoio da família para implantação deste tipo de negócio;
5)    Conhecimento sobre este empreendimento;
6)    Investimento necessário, considerando os recursos financeiros disponíveis;
7)    Bom relacionamento com as pessoas ligadas a esta atividade;
8)    Conhecimento dos concorrentes, fornecedores e clientes;
9)    Idéias que possam tornar este negócio inovador;
10) Grau de satisfação em colocar a ideia em prática;
11) Técnicas de atendimento ao público;
12) Local adequado para instalação do negócio (consultar o código de postura do município, junto à prefeitura);
13) Conhecimento do processo produtivo e equipamentos necessários;
14) Capacidade técnica e gerencial;
15)Grau de Motivação;
16) Experiências anteriores;
17) Idéia compatível com seus princípios e crenças;
18) Aceitação por parte do público a ser atingido;
19) Volume de vendas pretendido.
     Seguindo estas recomendações, os riscos não serão eliminados por completo, porque não existem negócios com risco zero, porém a margem de segurança e a redução dos erros serão certamente maiores.

    Este assunto não se esgota aqui. Espero poder contribuir com mais informações nos próximos posts. Boa sorte e parabéns pela decisão de ser dono do seu próprio destino!!

domingo, 7 de novembro de 2010

Empreendedorismo no Reino da Fantasia

Hoje compartilho com vocês, um exemplo de empreendedorismo para encher os olhos e ser seguido em todo o mundo. Esta é a essência dos parques de Orlando,  particularmente  do complexo da Disney World, que tive a oportunidade de conhecer.
Comprometidos com o entretenimento, primam pela excelência e tocam fundo na emoção, despertando o lado inocente e aventureiro dos que têm a felicidade de visitá-los, e como num passe de mágica todos viram crianças. Sim, porque crianças com idades variando entre zero a cem anos, aglomeram os recantos daquele mundo de faz de conta, esquecendo as dificuldades que correm inexoráveis fora daquelas muralhas.

O ponto alto no SeaWorld, são os shows de golfinhos, baleias, e as montanhas russas. Já no Animal Kingdom, o forte é o safari na África e a emocionante montanha russa "expedição no Everest". Tudo é gigantesco, mas sem perder de vista a delicadeza dos detalhes. Castelos, fadas, príncipes, piratas e até monstros, tudo isso coroado por um show pirotécnico de tirar o fôlego, com tanta beleza. Falo do Magic Kingdom, o mais antigo e tradicional dos parques, onde circulam durante todo o dia, personagens que nos fizeram companhia em tantos momentos de nossa vida. Quem se atreve a dizer que não conhece o Mickey e a sua inseparável Minnie, o Pateta, o Pato Donald e a Margarida, o Ursinho Puff  e inúmeros outras figuras tão presentes na infância de cada um de nós??

Por outro lado, observando com um olhar de gente grande, em alguns instantes pude ver que por trás de toda aquela extraordinária magia e aparato tecnológico existia gente, ou melhor, existiam milhares de pessoas com as suas funções específicas, desde o motorista do trenzinho, que transportava os visitantes do local do estacionamento até a entrada do parque, os envolvidos na bilheteria, os organizadores de fila, os responsáveis por limpar cada papelzinho que caísse no chão, os atendentes das lojas de souvenir, os guias, os vendedores de lanche e de balões de gás, enfim todos convivendo harmoniosamente numa organização impecável e em torno de um mesmo objetivo: divertir, encantar e superar todas as expectativas de quem por ali passasse.
Montanhas russas, ah...dessas eu também nunca vou me esquecer!! Porque tive a oportunidade de espantar os meus medos e, portanto, superar mais um desafio, com direito a muita adrenalina e doses inimagináveis de coragem.  
Destaco a criatividade, beleza plástica, gestão, liderança, organização, pontualidade, inovação, regras, emprego para os jovens e idosos, ousadia, tecnologia, segurança, empatia, controle, atendimento, respeito ao próximo, e vários outros requisitos, que não são privilégios de grandes empreendimentos apenas, mas que caem também como uma luva, em todos os negócios que tenham como objetivo a presença perene no mercado. Vale a pena conferir de perto esta fantástica escola de empreendedorismo mundial!!!
 
 

domingo, 9 de maio de 2010

Salve-se quem puder

O mundo tem passado por transformações tão gigantescas, que o nosso raciocínio já não consegue acompanhar com a velocidade necessária, por mais que nos esforcemos, devorando livros, vendo o noticiário, percorrendo os meandros da internet, apurando a visão para perceber melhor tudo o que gira ao redor. Apesar dos inquestionáveis benefícios que a era moderna nos traz, a nossa paciência vem se exaurindo pouco a pouco, diante da infinidade de dúvidas que surgem em torno das novidades, e a urgência em querermos atender as nossas necessidades de forma cada vez mais acelerada. A espera virou sinônimo de aborrecimento, porque não se admite mais, com tantas recursos inovadores disponíveis, ainda termos que amargar horas em filas, receber encomendas que não chegam no tempo previsto, trânsito absolutamente caótico, computador que demora mais de 05 segundos para passar de uma tela para outra... Estamos mesmo ficando intolerantes, ou será que neuróticos?
Minha máquina está um tanto quanto lenta ultimamente, e já tratei de contratar uma banda larga mais robusta. Acho que com uma velocidade de quatro mega está de bom tamanho, não é mesmo? Pelo menos por enquanto. A hora deixa de ser o referencial de tempo, pois o que vale são os milésimos de segundos, na cultura do instantâneo.
E ainda existe essa enxurrada de informações que temos que digerir todos os dias, sob pena de ficarmos perdidos na terra ou no espaço, caso não façamos um processamento adequado, de tudo aquilo que nos transborda a mente.
Performance, metas heróicas, concorrência, produtividade e excelência, tornam-se palavras essenciais no vocabulário de qualquer empreendedor de sucesso. Mas será que, mesmo com tudo isso, estamos consumindo produtos de qualidade inquestionával, ou continuamos no mundo dos descartáveis? Tudo vai depender do valor percebido por quem compra e consome.
As relações entre as pessoas também acabam se tornando perecíveis, diante de um consumismo exacerbado, onde vale mais quem tem mais. Torna-se urgente a revisão de alguns conceitos e valores, antes que os números e as aparências se sobreponham aos sentimentos, e acabem soterrando o que há de mais essencial no ser humano: a capacidade de amar e de se emocionar com as coisas mais simples da vida.