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sábado, 6 de junho de 2009

A Singularidade Soberana

Foi-se o tempo em que as empresas pensavam apenas em multiplicar seus lucros, através da oferta de produtos de gosto e formato duvidosos, com a certeza de que havia uma clientela ávida para consumi-los sem maiores questionamentos.
Um novo momento se descortina, e quem dita as regras são os consumidores, que são os verdadeiros responsáveis pela corrida desenfreada das organizações para criarem ou adaptarem seus produtos às necessidades e desejos deste público cada vez mais exigente e diferenciado. A tão disseminada cultura de massa cede lugar à singularidade, onde cada ser humano deve ter seus gostos e preferências respeitados, seja na arte, nos esportes, nas diversões, na ciência, na cultura...Pessoas supostamente conservadoras, de repente surpreendem ao deixar a mostra suas preferências: esportes radicais, música, gastronomia, atividades que a princípio não têm nenhuma relação com a sua profissão, nem com a forma como são percebidas.
Prevalece o jogo dos desejos, e mais do que nunca, o uso da psicologia nos negócios se faz necessário. O grande desafio é como tratar de forma customizada, esse universo de pessoas cada vez mais esclarecidas que se avolumam num piscar de olhos, e ao mesmo tempo saber compatibilizar os desejos do consumidor, da empresa e dos colaboradores, pois o descompasso poderá ocasionar resultados antagônicos.
O mercado dá as pistas sobre o que quer consumir. Cabe aos empreendedores mais atentos, captar esses sinais e transformá-los em elementos concretos que supram as expectativas dessas pessoas, que querem ser tratadas de maneira personalizada, porque são de fato diferentes uma das outras.
Refrigerantes que fazem emagrecer?? Pois é, feito a base de chá verde, cafeína e nutrientes de plantas, acelera o metabolismo e queima calorias. Embora a eficácia deste produto, ainda possa ser questionável, já é uma realidade para todo mundo ver e provar. Para que este projeto se concretizasse foi necessária uma leitura atenta do mercado formado por pessoas que estão preocupadas com a sua saúde e bem estar.
Antes de serem disponibilizados no mercado, os produtos devem passar por amplos estudos, quanto ao impacto causado aos consumidores com relação a satisfação dos seus desejos.
A tecnologia da informação tem sido uma grande aliada na busca do consumidor certo para o produto compatível as suas características pessoais. A indústria automobilística, por exemplo, já oferece sites onde as pessoas podem escolher carros com cores, funcionalidades, espaços, conforto, design, e outros detalhes de sua preferência. Os fabricantes de bicicleta têm seguido o mesmo caminho. Se você deseja criar sua própria camiseta ou tênis, de acordo com o seu estilo, pode escolher também através da internet de maneira fácil e rápida, e ainda com a vantagem de receber em sua própria residência. Pacotes de viagem para lugares fora do eixo tradicional, restaurantes oferecendo comidas exóticas para um público diferenciado, aulas de dança para executivos, e tantas outras alternativas que fogem do trivial.
Os departamentos de Marketing devem atentar para o fato de que embora pertencendo a um mesmo grupo profissional, familiar ou social, as pessoas podem ter gostos e rotinas diferentes. Isso não quer dizer que de uma hora para outra a empresa tenha que mudar completamente a sua missão sem que haja previamente um levantamento rigoroso e responsável desse público distinto.
Enfim, o produto/serviço não é apenas um produto/serviço, e sim um instrumento condutor da satisfação dos desejos de uma parcela cada vez mais exigente da população, que por sua vez não pode ser vista simplesmente como clientes ou consumidores, pois afinal de contas, aquela figura do outro lado do balcão, sempre foi e continuará sendo sua excelência o “ser humano”.

sábado, 22 de novembro de 2008

Idéia X Oportunidade


A idéia pode ser o princípio de tudo. Mas, quem disse que uma boa idéia, gera sempre uma boa oportunidade de negócios? Para que isso efetivamente seja possível, é preciso deixar aflorar um atributo indispensável se quiser fazer acontecer: a atitude. Quantas idéias aparentemente interessantes são descartadas antes mesmo de serem testadas, devido a inexistência de um objetivo claro que aponte onde se pretende chegar? Elas devem sim, ter um encontro marcado com as reais necessidades de um grupo de pessoas, de uma região, de uma cidade, quiçá de uma população inteira. Necessidades ainda não atendidas, que muitas vezes se confundem com desejos não realizados. Permitam me reportar ao estudioso Maslow, que em sua Teoria da Hierarquia das Necessidades, destacou que o ser humano é movido por fatores motivacionais, e as necessidades expostas em forma de pirâmide, vão sendo atendidas na medida em que são saciadas as mais básicas, a começar pelas fisiológicas (fome, sede, sono...), de segurança (lar, plano de saúde, emprego...), sociais (amor, afeto, pertencer a grupos, tribos, associações...), auto-estima (reconhecimento, confiança, respeito dos outros...) e por último a auto-realização (sentir-se valorizado e realizado). Entretanto, isso não quer dizer que pelo fato da auto-realização estar no topo da pirâmide, o indivíduo não possa retornar a sua base para satisfazer as demais necessidades, que embora tenham sido saciadas estão sempre retornando, num processo dinâmico.
A necessidade é vital. Já o desejo, é apenas vontade. Eu posso desejar adquirir um carro do ano, um iPhone, jantar num excelente restaurante ou viajar para Paris. Posso ainda desejar levar uma vida mais simples, sair dos grandes centros, morar no campo. Isso é uma opção minha. Realizo este desejo agora, ou postergo para o ano que vem? Nele exerço livre arbítrio.
Bem, mas deixando a teoria de lado, eu estava querendo mesmo era chegar nas oportunidades. Elas existem em todos os lugares, e se nós almejamos entrar para o mundo dos negócios, ou dar uma melhorada naquilo que já possuímos, é importante utilizarmos o nosso “radar pessoal”, identificando as falhas dos produtos e serviços já existentes no mercado, e buscando maneiras de melhorá-los ou criando outros que atendam ou surpreendam as pessoas naquilo que elas tanto necessitam quanto desejam.
Cabem aqui, então, doses de atitudes empreendedoras, como paciência, perseverança, dedicação, criatividade, busca de informação, muito estudo, espírito de equipe, paixão e sobretudo coragem. Acrescento ainda uma pitada de sorte: estar no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas. Com todos estes atributos, uma boa idéia certamente será transformada em uma excelente oportunidade.
Que tal experimentar??