sábado, 6 de fevereiro de 2010

Cidade Luz

Todo ser humano tem o direito de sonhar, e o dever de transformar este sonho em realidade, não importa os percalços que encontre pelo caminho. A princípio pode parecer exagero, mas tudo é uma questão de acreditar e ir em frente. Nesse contexto, hoje gostaria de compartilhar com vocês, o que achei da extraordinária Paris, pois isso me dá um misto de alegria radiante e uma sensação de alívio gostoso por ter realizado mais um sonho. O que eu posso dizer é que lá, vivi momentos inesquecíveis, e os meus olhos percorreram deliciosamente cada canto onde a vista alcançava, com uma curiosidade de principiante, onde tudo era grandioso e belo, e o tempo curto e veloz. Jamais sentira um passado tão presente e pulsante. O zelo com a estética e o padrão com os quais esta cidade fora erguida há séculos, nos reporta a perfeição. Pude fazer uma releitura da vida, me perdi, me encontrei e me perdi de novo, com a tranqüilidade e consciência de que isso fazia parte do ritual. Em matéria de cultura, história, arquitetura e infraestrutura turística, tudo se apresenta de forma superlativa absoluta, nos quesitos museus, igrejas, parques, monumentos e pontes.


Por falar em ponte, eu que certa vez escrevi um poema sobre esse tema, percebi que ficou faltando um pedaço, pois ainda não havia conhecido a ponte Alexandre III, com seus anjos e candelabros, que imprimem charme e elegância ao local.
Caminhar as margens do rio Sena ou até mesmo de barco, sentindo aquela brisa gelada no rosto, foi algo indescritível. Mas o que mais me impressionou foi à Torre Eiffel.
Fazendo uma analogia, ela é tão enigmática quanto a Monalisa. Durante o dia serena, sóbria e discreta, totalmente adaptada a paisagem em sua volta, mas a noite... uma profusão de luzes multicoloridas dão uma conotação de que o contraste as vezes é necessário, oportuno e lindo. Não!! A torre não é apenas um amontoado de ferro contorcido. Ela é vida, tem seu mistério, tem sua história.

No topo, dá para passar horas incontáveis observando a cidade acontecendo lá embaixo.
Agora entendo porque ela exerce um fascínio e atiça a curiosidade de milhões de pessoas no mundo todo. Enfim, essas imagens cristalizadas agora fazem parte do arquivo da minha vida, na esperança de voltar e observar outros ângulos, que por força do tempo não foi possível apreciar.

Ah! Desculpem a demora em escrever mais um post, e acreditem: minha vontade de estar aqui cotinua imensa!!! Feliz 2010!!!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Cara a Cara com o Cliente

O cliente está aqui, ali, em todos os lugares. Mas então, por que ainda existem empresários que apontam a falta de clientes como uma das principais dificuldades responsáveis pelo insucesso de um empreendimento? O que é que faz com que uma empresa tenha preferência, já que os produtos estão cada vez mais iguais, com relação aos oferecidos pela concorrência? Dois grandes atributos devem ser considerados: a Razão, que leva em consideração os preços baixos, os amplos sortimentos, canais de distribuição; e o outro é a Emoção, que diz respeito diretamente a todas as formas de relacionamento com este cliente que não se contenta apenas em ver suas necessidades saciadas. Ele deseja que suas expectativas sejam superadas. Para isso as empresas precisam estudar a fundo o que de fato atinge o lado emocional dos indivíduos que estão do outro lado do balcão, da vitrine, do telefone, da rua, da cidade, e do mundo.
Existem algumas recomendações básicas para identificar e estabelecer um relacionamento duradouro com este universo de pessoas, a começar pela criação de um bom banco de dados, contendo seu perfil e preferências, preparação dos produtos a serem ofertados, qual o momento certo de chamá-lo para visitar a loja, o controle das visitas, e a identificação dos canais que ele prefere ser informado sobre as novidades. Mas isto por si só não é suficiente. É preciso manter este cliente por anos e anos, fiel a sua empresa. Isso geralmente é considerado por muitos como o mais difícil. É o que chamamos o pós venda ou atendimento continuado. Significa dizer que as vendas não devem ser encerradas após a entrega dos produtos. Demonstrar um cuidado nesse momento certamente trará resultados satisfatórios. E são coisas simples, que não requerem grandes investimentos: agradecer pela preferência é uma delas. Avaliar a satisfação de uma compra efetuada , se há alguma dúvida quanto a instalação, e intervir caso seja necessário; oferecer serviços adicionais e diferenciados; desenvolver contatos periódicos sem a intenção de vendas, em ocasiões tais como aniversário, casamento, datas especiais... Mas, muito cuidado para não bombardeá-lo com assédios excessivos.
Por fim, que tal medir os resultados? Busque saber como ficou o percentual das vendas fechadas, com relação ao número de pessoas que visitaram a loja; quantidade de unidades vendidas por cliente em relação a um determinado produto; valor médio de vendas em relação a um produto específico; venda média por atendente; dentre outros dados cujos cruzamentos podem dar subsídios importantes para a tomada de decisão, na busca do sucesso do empreendimento.
Feito isso, você poderá encontrar formas eficazes de estar cara a cara com o cliente, e mantê-lo cativo apesar do forte apelo do seu concorrente.

domingo, 16 de agosto de 2009

A Ditadura da Senha


Segurança – isto é o que todo mundo deseja ao tentar entrar, pertencer ou desfrutar de tudo o que o mundo digital pode oferecer. Mas para isso é indispensável a tão questionável, amada e odiada “senha”. Só em escrever esta palavra, já me vêm à mente passagens, se não dramáticas, no mínimo cômicas, que tenho que encarar no dia a dia. A mais recente foi quando tive que abrir uma conta em outro banco e após seguir todos os trâmites normais, em poucos dias recebi o cartão pelo correio. Demorei um certo tempo para utilizar um terminal eletrônico e só me dei conta que não poderia acessar o banco, quando li “digite sua senha”. E eu lá me lembrava qual a senha que tinha criado no ato da abertura da conta!! O jeito foi ligar para a agência e pedir ao gerente, pelo menos alguma dica para refrescar a minha memória. O pior é que ele me informou que para obter outra senha só pessoalmente na agência, que ficava do outro lado da cidade e pelo avançar da hora, não iria dar tempo fazer este procedimento. A solução foi recorrer a todos os santos, no intuito de que uma luz divina pudesse me fazer lembrar. Foram algumas tentativas e ufa!! Consegui acessar a conta. Já estava completamente constrangida com a fila que crescia atrás de mim e o guardinha me olhando com aquele semblante de desconfiança. Mas não é só agora que ando meio impressionada com a quantidade de senhas que utilizo diariamente, para ter acesso a informação, a conta bancária, e tantos outros serviços que a tecnologia pode proporcionar. Porque ao mesmo tempo que abre portas, nos obriga a ter uma memória de elefante, já que eu tenho que criar a senha, seguindo aquelas regrinhas básicas de segurança, como usar caracteres alfanuméricos, não repetir, não usar datas de aniversário, entre outras dezenas de dicas. E o mais incrível, é que não se pode escrever em nenhum lugar, sob pena de infringir as regras, e alguém mais esperto se apropriar da mesma e fazer o que bem lhe convier. O que eu falo é tão sério, que outro dia me dei o trabalho de contar, e pasmem, foram mais de 30, incluindo bancos, cartões de crédito, acesso ao computador e e-mail da empresa, sistemas corporativos, e-mails particulares, blog, orkut, second life... Vamos e venhamos vocês acham que um ser humano normal tem condições de armazenar no seu “chip” esta quantidade de combinações de letras e números?? É bem verdade que tudo é em prol da segurança, mas acho que já está na hora de inventarem uma forma mais amigável de acesso. Ou melhor, até já existem outras alternativas, através da “biometria”, por exemplo, que identifica as características próprias de um indivíduo para proceder à sua autenticação e/ou identificação junto ao Sistema de Informações de uma empresa, como leitura das impressões digitais, leitura da íris e reconhecimento de voz, mas só que esta tecnologia ainda não está disponível para a maior parte da população. É lamentável, que apesar de todos esses cuidados, ainda existem os hackers, ou será que são os crackers?? Aqueles sujeitos que usam a inteligência para construir e destruir softwares, bisbilhotar, se apropriar de informações sigilosas e subtrair a conta bancária de muita gente por aí. É...Por enquanto temos que aprender a lidar com esta realidade, de sermos uma ilha rodeada de senhas por todos os lados. Não é mesmo??