segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Fatores Determinantes para a Concessão de Financiamento

Existem alguns fatores que devem ser considerados, ao se pensar em pleitear financiamento junto as Instituições Financeiras:

• A empresa deverá ser legalizada (exceto quando se tratar de microcrédito. Neste caso os valores variam até R$ 10.000,00);
• Não possuir restrições cadastrais, nem da pessoa física nem da pessoa jurídica (SPC, SERASA, CADIN, etc.)
• Apresentar viabilidade técnica, econômica e financeira do empreendimento;
• Os Bancos, geralmente exigem um aporte de recursos próprios, ou seja, uma contra-partida da empresa, nas operações para investimento;
• Disponibilidade de garantias:

Tipos de Garantias

Garantias Pessoais ou Fidejussórias -
- Aval/Fiança – tanto o fiador quanto o avalista, estão obrigados a paga a dívida, caso o devedor não o faça.

Garantias Reais – garantem o crédito por meio de coisas que possuam valor econômico.
- Alienação Fiduciária – o devedor transfere como garantia ao credor, a propriedade do objeto (bens imóveis e móveis em geral)
- Hipoteca – bens com maior valor econômico, que são os bens imóveis
- Fundo de Aval (FAMPE, FGPC e FUNPROGER)
- Recebíveis – a garantia corresponde a tudo o que a sua empresa tem a receber, decorrente das vendas efetuadas.
- Seguro de Crédito – no caso de vendas a prazo, oferece proteção para o contas a receber dos segurados e aporta soluções para melhorar a gestão do risco e cobrança de crédito comercial, além de cobrir as perdas que possam ser causadas pela eventual não pagamento de seus devedores.
- Aval Solidário – grupo de pessoas que se avalizam entre si. Exclusivo nas operações de microcrédito.
- Sociedade de Garantia de Crédito – formada por empresários, entidades públicas e apoiadores, visando a oferta de garantias complementares aos seus associados.

Em média, as Instituições Financeiras exigem cerca de 130% de garantias, sobre o valor do financiamento, porém, o percentual pode ser ainda superior.
Estes são os requisitos básicos para concessão de crédito, entretanto sofrem alterações dependendo de cada Banco.

Etapas para a concessão de Crédito

Algumas etapas são necessárias para se obter financiamento:

1 – O empresário deverá buscar informações sobre as linhas de crédito disponíveis, encargos, prazos, garantias, etc.;
2 – O Gerente do Banco fará uma entrevista com o interessado e o encaminhará para fazer o cadastro pessoa jurídica, caso ele ainda não possua;
3 – Se o cadastro for aprovado, o gerente autorizará a elaboração do projeto de viabilidade econômico-financeira (este projeto está ficando cada vez mais simplificado, dependendo do valor pleiteado);
4 – Elaborado o projeto, este deverá ser submetido à análise do Banco (caso não se sinta seguro, procure a ajuda de profissionais);
5 – Se o projeto for aprovado, será efetuada a contratação e liberação dos recursos financeiros, geralmente em parcelas;
6 – O próprio Banco ou instituição credenciada, deverá realizar o acompanhamento de acordo com a liberação das parcelas.

Quanto à finalidade, o financiamento poderá ser liberado para implantação (depende de cada Banco), ou para ampliação, modernização e relocalização.

Já a modalidade do crédito, pode ser classificada de três formas:

• Investimento fixo: máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, consultoria gerencial, construção civil, veículos automotores, equipamentos de informática;
• Investimento misto: investimento fixo + capital de giro;
• Capital de Giro puro: recursos necessários para a empresa funcionar (compra de mercadorias, reposição de estoques, despesas administrativas, etc).

Os encargos, prazos e garantias, vão depender da política de cada Banco, sempre em conformidade com as exigências do Banco Central.

É muito importante o conhecimento de alguns termos técnicos para que você possa negociar de igual para igual com o gerente do Banco. E não esqueça! Saber onde quer chegar e confiar em si mesmo, já é um bom começo.

Espero que desta forma eu tenha contribuído, para auxiliá-lo na tomada de decisão.
Muita calma nessa hora, e boa sorte!!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Financiamento: solução ou problema?

Financiamento: solução ou problema? Eu diria que depende. Mas depende de quê? De vários fatores internos e externos ao negócio. Quantos proprietários de empresas, ao primeiro sinal de que as coisas não vão indo bem, associam imediatamente esta situação a falta de capital de giro, e correm a procura de financiamento junto ao Banco do qual é correntista, e quando não tem conta, procuram mesmo é um agiota, como se essa seja a solução para que ele possa finalmente ver a cor do dinheiro. Pode até ser, mas antes de se chegar à conclusão é necessário levantar as reais causas deste aperto financeiro, a começar por responder algumas perguntinhas:
  • Estou comprando bem a minha mercadoria?
  • Realizo uma boa negociação com os meus fornecedores?
  • Como está o nível do estoque dos meus produtos?
  • Qual a relação entre o prazo de pagamento e o prazo de recebimento?
  • Estou reinvestindo parte do meu lucro no negócio?
  • Será que não estou misturando as minhas despesas pessoais com as da empresa?
  • Qual o nível de comprometimento dos meus funcionários?
  • A missão da empresa é clara?
  • Que gastos eu posso cortar sem que impacte no bom funcionamento da empresa?
Se você conseguir encontrar as respostas para estas e outras indagações, com certeza vai pensar duas vezes antes de buscar empréstimo junto aos Bancos, porque da mesma forma que o crédito, se bem aplicado, pode proporcionar saltos qualitativos nos negócios, por outro lado também pode levar a sua empresa a um túnel sem saída, quando utilizado inadequadamente. Então, saiba que esta fotografia do empreendimento é indispensável antes de qualquer iniciativa. Seja para levantar as reais necessidades de um financiamento, como também para que se possa adotar estratégias importantes que venham tirar a empresa do sufoco.

Após este levantamento inicial, se for realmente comprovada a necessidade de empréstimo, aí sim, é hora de dar o próximo passo, que é a busca de informações sobre os Bancos que oferecem condições mais favoráveis e quais as linhas de crédito se adequam melhor a sua realidade. Esta é uma medida importante, pois trará maior segurança durante as demais etapas do processo.

O SEBRAE, que possui parceria com instituições financeiras, tem orientado e muitas vezes elaborado projetos de viabilidade econômico-financeira, através da sua Rede de Atendimento presente em todas as capitais e muitas cidades do País. Por isso é sempre confundido com Instituição Financeira, mas vale ressaltar que o seu papel é fundamentalmente de orientador e elaborador de projetos. O parecer final para liberação do financiamento fica sempre a cargo do Banco.

Na sua opinião, é fácil ou difícil obter financiamento no Brasil??

No nosso próximo encontro falarei sobre os fatores determinantes para a concessão de crédito. Vale a pena conferir!

sábado, 22 de novembro de 2008

Idéia X Oportunidade


A idéia pode ser o princípio de tudo. Mas, quem disse que uma boa idéia, gera sempre uma boa oportunidade de negócios? Para que isso efetivamente seja possível, é preciso deixar aflorar um atributo indispensável se quiser fazer acontecer: a atitude. Quantas idéias aparentemente interessantes são descartadas antes mesmo de serem testadas, devido a inexistência de um objetivo claro que aponte onde se pretende chegar? Elas devem sim, ter um encontro marcado com as reais necessidades de um grupo de pessoas, de uma região, de uma cidade, quiçá de uma população inteira. Necessidades ainda não atendidas, que muitas vezes se confundem com desejos não realizados. Permitam me reportar ao estudioso Maslow, que em sua Teoria da Hierarquia das Necessidades, destacou que o ser humano é movido por fatores motivacionais, e as necessidades expostas em forma de pirâmide, vão sendo atendidas na medida em que são saciadas as mais básicas, a começar pelas fisiológicas (fome, sede, sono...), de segurança (lar, plano de saúde, emprego...), sociais (amor, afeto, pertencer a grupos, tribos, associações...), auto-estima (reconhecimento, confiança, respeito dos outros...) e por último a auto-realização (sentir-se valorizado e realizado). Entretanto, isso não quer dizer que pelo fato da auto-realização estar no topo da pirâmide, o indivíduo não possa retornar a sua base para satisfazer as demais necessidades, que embora tenham sido saciadas estão sempre retornando, num processo dinâmico.
A necessidade é vital. Já o desejo, é apenas vontade. Eu posso desejar adquirir um carro do ano, um iPhone, jantar num excelente restaurante ou viajar para Paris. Posso ainda desejar levar uma vida mais simples, sair dos grandes centros, morar no campo. Isso é uma opção minha. Realizo este desejo agora, ou postergo para o ano que vem? Nele exerço livre arbítrio.
Bem, mas deixando a teoria de lado, eu estava querendo mesmo era chegar nas oportunidades. Elas existem em todos os lugares, e se nós almejamos entrar para o mundo dos negócios, ou dar uma melhorada naquilo que já possuímos, é importante utilizarmos o nosso “radar pessoal”, identificando as falhas dos produtos e serviços já existentes no mercado, e buscando maneiras de melhorá-los ou criando outros que atendam ou surpreendam as pessoas naquilo que elas tanto necessitam quanto desejam.
Cabem aqui, então, doses de atitudes empreendedoras, como paciência, perseverança, dedicação, criatividade, busca de informação, muito estudo, espírito de equipe, paixão e sobretudo coragem. Acrescento ainda uma pitada de sorte: estar no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas. Com todos estes atributos, uma boa idéia certamente será transformada em uma excelente oportunidade.
Que tal experimentar??